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FGTS não depositado: como verificar e cobrar do empregador

há 5 dias
2 min de leitura

A obrigação do empregador


A Lei nº 8.036/1990 obriga o empregador a depositar, até o dia 7 de cada mês, em conta vinculada de cada trabalhador, o equivalente a 8% da remuneração paga ou devida no mês anterior (art. 15). O empregador que não realiza o depósito responde pelo valor devido com atualização monetária, juros e multa, e a omissão sujeita a empresa à fiscalização e à autuação (arts. 22 e 23).


Como verificar se os depósitos estão em dia


O trabalhador pode consultar o extrato da conta vinculada pelo aplicativo FGTS ou nos canais da Caixa Econômica Federal e comparar os depósitos mensais com o salário recebido e com o período trabalhado, conferindo também contracheques e anotações da carteira de trabalho. Meses sem depósito ou valores inferiores aos devidos indicam irregularidade.


Identificada a falha, é possível comunicar o fato à fiscalização do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, que apura o recolhimento, e à própria Caixa.


Como cobrar e quais são os prazos


A cobrança pode começar por notificação ao empregador, para a regularização dos depósitos, e pela denúncia à fiscalização. Na via judicial, o trabalhador ou o sindicato da categoria podem ajuizar ação para obrigar o empregador a depositar os valores (art. 25 da Lei nº 8.036/1990). A falta de depósito do FGTS é falta grave do empregador e pode justificar a rescisão indireta do contrato, com base no art. 483, alínea d, da CLT.


Quanto à prescrição, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o antigo prazo de trinta anos (ARE 709.212), e a Súmula 362 do TST estabelece que, nos casos em que a ciência da lesão ocorreu a partir de 13 de novembro de 2014, o prazo é de cinco anos, observado o limite de dois anos após o término do contrato de trabalho.


Precisa de orientação jurídica?


Cada caso tem particularidades próprias, que só uma análise individual permite avaliar com segurança. Se você está passando por uma situação semelhante à descrita neste artigo, procure orientação jurídica especializada para entender quais medidas cabem na sua situação específica. Entre em contato com o escritório Jeivison de Sá Advocacia e Assessoria Jurídica para uma avaliação inicial do seu caso.

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